Voltando a navegar

Com o fundo pintado com 4 demãos do Micron Extra (apropriado pra todo tipo de água e aprovado pra uso nos Estados Unidos), anodos substituídos e todos os reparos do costado feitos, voltamos pra água em meados de dezembro e passamos o natal e o ano novo em Mt. Hartman, onde na van dos velejadores, abastacemos o barco pra poder chegar até a Martinica.

Dia 02 de janeiro saímos rumo ao Point Moliere pra mergulhar nas esculturas submersas, no dia seguinte Sandy Island e depois Tyrrell Bay, aguardando uma boa janela de tempo pra ir para Tobago Cays.

A sensação de despedida dos locais que mais gostamos desde que chegamos há 3 anos, fez tudo parecer um tanto diferente, como se a intenção de não mais voltar desse vontade de aproveitar ao máximo cada mergulho, cada por do sol.

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Mais um resgate de âncora

 

 

 

 

De Tobago Cays seguimos para Bequia, e qual não foi a nossa surpresa quando ao tentar fundear, apenas pela quarta vez com a nova corrente, a âncora se foi com 8 m de corrente e o restante ficou na caixa.

Fundeamos com a âncora reserva próximo ao local onde a nossa Rocna 33 deveria estar, já havia um catamaran de charter bem em cima, pois leva um tempo pra colocar a âncora reserva na posição e acoplar o restante da corrente, e fomos com o botinho mergulhar para resgatar a dita cuja.

Por sorte a água em Bequia é limpa, foi fácil encontrá-la e estava somente a cerca de 5m de profundidade. A nova pintura verde fosforescente também ajudou. Estamos ficando experts em resgate de âncora, essa foi a terceira vez!

Achamos o elo partido dentro da caixa junto ao restante da corrente, parecia ter sido cortado!!!!

Imaginamos que alguém na loja tenha começado a cortar e mudado de idéia…

Por sorte não aconteceu nada mais grave, mas poderíamos até ter perdido o barco!!!

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Tsunami day

No domingo 5 novembro sentimos o barco tremer, em terra, era um terremoto, 5. 9 na escala Richter!

O epicentro havia sido mais ao sudoese, no mar, e ficamos preocupados com a possibilidade de um tsunami.

Por coincidência era o dia mundial de prevenção ao tsunami!

Avisamos nossos amigos franceses, preparamos o barco da melhor forma possível, pegamos o que nos pareceu imprescindível, tipo passaportes, carteira, água e barrinhas de cereal e subimos o morro ao lado da marina pra aguardar os acontecimentos.

Os franceses acabaram nos encontrando e tinham levado um verdadeiro picnic! Esperamos sentados na sombra da única árvore que encontramos no ponto mais alto e quando passou o tempo que o tsunami levaria voltamos, nos sentindo meio ridículos mas melhor prevenir que remediar…

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Wet blasting

No dia 24 de outubro  nos mudaram para a área do wetblasting, um sandblasting molhado, feito com pó de vidro e um inibidor de ferrugem.

Não dava pra ficar no barco durante o dia mas quando o serviço parava, apesar de tudo empoeirado, a gente podia “voltar pra casa”, tentar abrir gaiutas e vigias, apesar do tal pó de vidro entrar com o vento, pra refrescar.

Mas tudo estaria bem se o serviço estivesse sendo bem feito, o que não aconteceu, depois da segunda mão do primer (Interprotect 2000E), uma demora enquanto se discutia sobre se iríamos ter que pagar mais US 150 além dos 4 mil que já estávamos pagando, só pelo blasting, pra levantar o barco o suficiente pra fazer uma solda na quilha, quando o barco já deveria estar alto o suficiente pro fundo da quilha ser tratado, foi o suficiente para aparecerem pontos de ferrugem por todo o casco.

Foi o maior stress, ninguém da marina dava retorno, ficaram nos enrolando o maior tempão, e finalmente deram como solução fazer um novo blasting em algumas áreas, lixar outras e cobrir tudo com filler epoxy, mas só depois de mandarmos um email pra nossa seguradora com cópia pra eles.

Quando precisaram nos mudar de lugar pra liberar a área do blasting, as 3 de mãos do antifouling (Micron Extra) ainda não estavam bem secas e, resultado: onde as fitas do travelift encostaram, a pintura ficou danificada. Lixaram e aplicaram novamente as 3 demãos.

Pra não correr mais riscos resolvemos ficar um pouco mais e ter certeza que não iria danificar novamente na hora de ir pra água.

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Vida no seco

A vida a bordo tem seus prós e seus contras, mas na vida a bordo com o barco fora d’água é difícil encontrar algum pró.
Quando soubemos que a temporada dos furacões seria intensa, decidimos deixar o barco no seco, num boatyard e optamos pela Grenada Marine, bem no sul da ilha, afastado de tudo, pois tinha vaga, e poderíamos trabalhar, nós mesmos, em alguns dos reparos necessários.

Chegamos de volta dia 18 de outubro, depois de 4 bons meses de viagens e curtição dessa nossa família espalhada pelo mundo.

O Blues estava bem, menos sujo e com menos mofo do que temíamos.

No seco não dá pra usar água, nem banheiro, é como acampar, com os banheiros lá longe, e cozinhar sem ter água corrente, na base do balde (se bem que vi muito barco jogando a água servida no chão), de dia a temperatura dentro do barco chega a 36 Celsius mas de noite refresca pra cerca de 28 Celsius, dormir só com o ventilador na cara!

Pros velhinhos, que vão ao banheiro algumas vezes durante à noite, colocar uma roupa decente, descer as escadas, andar cerca de 200m pra chegar num banheiro não muito limpo, ser atacado por incontáveis mosquitos, pra voltar e tentar pegar no sono novamente, não é tarefa fácil…

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Hurricane Season 2017

Passamos 2 meses na Alemanha, ajudando e curtindo, minha irmã Andrea, cunhado e sobrinhos. depois Alpes alemães, suiços, italianos, e franceses com filho e nora, Leo e Tati,em seguida 2 semanas com os sobrinhos e a cunhada Maga na França.

Pra então seguir pro Canadá e curtir os netos, nora Kris e conhecer Quebec City, pra só depois voltar pros Estados Unidos e ficar mais um tempinho com minha irmã Roberta, cunhado, sobrinhos e cachorros, antes de retornar pra Grenada.

Mas como a temporada continuava movimentada, com o Nate se formando, decidimos ficar mais um pouco e fomos pra California, visitar minha tia Vera e conhecer o Yosemite, São Francisco e a famosa Highway 1. Foi ótimo.

Nos divertimos muito esses meses todos, matamos muitas saudades e ajudamos um pouco.

É preocupante saber que os lugares que pretendemos passar nos proximos meses foram devastados por tantas tempestades e furacões, estamos revendo nossos planos a curto, médio e longo prazo, mas por enquanto é preciso voltar e colocar o Blues em condições de seguir viagem novamente!

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Voltando rapidamente.

Quando os amigos se foram, saimos da poita e voltamos pro fundeio logo na entrada da marina, mas um forte temporal fez com que girássemos em torno de nós mesmos algumas vezes e quando demos pela coisa já estávamos no meio do canal, tentei recolher a âncora mas tudo que veio foi a corrente com 10 m a menos.
Voltamos para a poita de baixo da maior chuva e no dia seguinte, logo cedo, nos preparamos pra tentar resgatar a nossa estimada Rocna de 33 kg, deixamos o Blues em segurança na poita, e com o motor de popa de 15, fomos no botinho para o local onde o GPS indicava que tínhamos rodado.
A água estava turva por conta da chuvarada da véspera e ficamos procurando de snorkel por um bom tempo sem sucesso, até que quando já íamos voltar pro bote o Pig avistou a corrente e chegou na âncora que estava devidamente “fincada” na areia. Tivemos que puxá-la ao contrário pra que soltasse, não foi fácil, mas felizmente conseguimos.
Agora precisávamos achar uma nova corrente pois acoplamos o que restava da antiga mas não havia como confiar que não fosse arrebentar em outro ponto.
Mas nada é tão simples e nem barato, e fomos pesquisar melhor qual a corrente realmente adequada pra segurar as nossas 17 toneladas!
Voltamos então de poita em poita, rapidinho, pois estávamos com o voo marcado pra dali a menos de 15 dias.
De Antigua fomos pra Illes des Saintes (Ile Cabrit), Santa Lucia (Pitons), Union Island, Tobago Cays (não dá pra passar perto e não dar uma paradinha), Carriacou (Sandy Island) e finalmente Grenada (Mount Hartman Bay), só parando nos lugares onde sabíamos que haveriam poitas disponíveis.
Deu tudo certo e chegamos com tempo para preparar o barco para nossa prolongada ausência, durante a temporada dos furacões.
O plano era deixar o Blues em Mount Hartman, na mesma poita do George, onde já estivera no início do ano, mas com a perspectiva de uma temporada tão movimentada e levando em conta que teríamos que subir de qualquer forma pra refazer o fundo, optamos por deixá-lo no seco, na Grenada Marine.
Ainda tivemos tempo de ir ver a desova de uma tartaruga de couro no norte da ilha, uma experiência única!
Tudo pronto, embarcamos dia 15/ junho para os Estados Unidos e depois de uma semana Alemanha, pra ajudar minha irmã Andrea, que faria uma cirurgia no final de junho.

Posted in Uncategorized | Leave a comment

amigos

Nada como ter amigos chegando pra vencer a inércia e seguir adiante!

Antes de sair da Martinica substituímos, finalmente, o lavac (supostamente o melhor sanitário do mundo)  que há 7 anos nos dava MUITO trabalho, por um Jabsco manual, que é mil vezes mais eficiente, mas um taurino leva um bom tempo pra mudar de idéia, quando muda…

Pulamos a Dominica (embora digam que vale a pena) e fomos pra Iles de Saintes, pegamos uma das muitas excelentes poitas disponíveis. Dar entrada, como em toda ilha francesa, foi mega simples, num café, 3 Euros, e alugamos um carrinho de golf, num dia de chuva, pra dar uma circulada na ilha e visitar o forte Napoleão.

Nos mudamos pra outra poita na Ile a Cabrit, em frente, pois balançava menos e depois seguimos pra Deshaies , no noroeste de Guadaloupe, onde alugamos um carro pra ir a Point a Pitre, comprar uma nova bomba de diesel pro gerador (vai que a outra, trocada há um ano, já era a causa do mau funcionamento) e circulamos pela ilha, que é muito legal, estradas e trilhas boas, valeu o passeio.

De lá pra Antigua foi um pulo, e na chegada avistamos uma regata ao longe, embora a semana de vela já tivesse terminado. Seguindo a orientação de diversos amigos fomos pra Jolly Harbour, um grande condomínio naútico, que nos lembrou o Bracuhy.

Nossos amigos, Taisa e Caio Moschetta, que eu não via há mais de quarenta anos e o Pig nem conhecia, chegaram e foi uma festa, muitos papos, uma vida inteira pra botar em dia, muitas afinidades, muita coisa em comum, foram poucos dias, mas valeu, e acho que deu pra eles terem um gostinho da vida no mar, já que pensam em fazer como nós! 🙂

Depois que eles se foram saimos da poita pra fundear próximo e passamos por fortes emoções, mas isso é história pra próxima vez.

 

 

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Martinica novamente!

Voltar a velejar é voltar a fazer o que realmente dá sentido a estarmos vivendo essa vida que embora eu procure mostrar os melhores momentos tem seus altos e baixos.

Saimos junto com o Namastê, eles rumo a Carriacou e nós até Point Moliére ainda em Grenada pra mergulhar num parque de estátuas submersas. Interessante.

Passamos pelos nossos lugares favoritos, Sandy Island em Carriacou, Tobago Cays e Bequia em St. Vincent e Grenadines e chegamos na Martinica onde reencontramos o Namastê, o Cabo frio, e conhecemos o Leoa, do Leo, Daiane e os pequenos Lara e Theo.

A Martinica é o lugar pra reabastecer o barco para longas ou curtas temporadas, tem tudo com qualidade França e preços razoáveis, os supermercados tem lugar pra vc parar o botinho, ou carrinho pra levar até a cais da marina. É facílimo dar entrada, 5 minutos e 2 Euros no micro de uma lanchonete em Sante Anne ou na administração da Marina Le Marin.

Como recebemos um dinheirinho extra investimos nos policarbonatos para substituir os vidros, à medida que formos tratando as ferrugens, e em baterias novas!

Quando precisamos trocar há um ano e meio tivemos que optar pelas de 6v pra golf carts, as mais baratas, mas que soltam gases, e o compartimento das baterias é ventilado através da nossa cabine, então substituímos por outras “maintenance free” para garantir a nossa saúde. É claro que nada é tão simples e foi preciso um autêntico projeto no autocad para adaptar o espaço e muita engenhosidade do nosso MacGyver, para colocá-las, sem ajuda externa, em seus respectivos lugares visto que pesam 43 kg cada!

Baterias novas instaladas doamos as antigas para um barco irlandês, do Bryan e da Marta, uma paulista, e 2 adolescentes, que conhecemos em Grenada, provavelmente no barco deles (de nome impronunciável e que apelidamos de “SalSircha”) as baterias não carregam onde eles dormem… Detalhe, o Bryan levou-as de botinho…

Agora estamos em condições de continuar rumo ao norte, Guadeloupe e Antigua, lá vamos nós. =)

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Finalmente prontos pra velejar

Rosinha de alta e nós de volta, passando pelo Rio para as bodas de ouro dos meus pais, onde encontramos minhas irmãs (Deia e Bê), nossos filhos (Drigo e Leo) e nora (Tati), seguindo depois, com conexão de 12 horas em Brasília, no mesmo voo do Leo e da Tati, e assim matando as saudades também da Suri e da Nala, nossas netinhas de 4 patas. E, de madrugada, continuando pra Washington DC, com conexões no Panamá e Miami. O voo Washington Grenada era mais barato que Belém Grenada, então usamos nossas milhas pra matar as saudades dos Toboreks, e de quebra ir, de carro a Kingston, Canadá, ver a Lianna, nossa netinha.

Chegamos de volta a Grenada dia 20 de fevereiro e encontamos o Blues em perfeito estado, o Carlão e a Sandrinha do Namastê cuidaram dele na nossa ausência, de ventos bastante fortes, que rasgaram o toldo que deixamos cobrindo o bote, e a redinha de proteção da lateral.

Encarar todas as panes que deixamos é que foi dureza. O gerador e o alternador sem funcionar, e consequentemente sem conseguir carregar direito as baterias, então nada de usar coisa alguma que consumisse eletricidade à noite, nem geladeira, banho na popa no vento, e por aí vai.

Mas com tanto vento encontramos temperaturas mais amenas, consegui dormir sem o ventilador e dentro do barco (antes de irmos eu estava dormindo do lado de fora), e com muita calma fomos tornando o barco habitável novamente (tudo que normalmente fica fora estava dentro, vela, galões, toldos) e o Pig conseguiu sanar todas as panes, uma a uma, e instalar o novo carregador de baterias que trouxemos.

Barco operacional, até o gerador, que há tanto tempo dava dor de cabeça, voltou a funcionar (o Pig retirou, desmontou e vedou melhor a bomba de diesel trocada na Martinica), assim o desalinizador pode voltar a funcionar, o aquecedor de água que tinha sido retirado por estar vazando e consertado antes de irmos, foi fixado e reinstalado (é claro que apareceu um novo vazamento na resistência que precisava de uma ferramenta especial pra ser retirada, mas que ele conseguiu usando uma de extrair filtro de diesel), o oléo e a água do motor foram trocados, e até a geladeira que resolveu desligar do nada, o Pig consertou, era um mau contato na fiação, que, como tudo em barco, passa lá embaixo, por trás de uma porção de coisas.

Sinceramente não sei como outros barcos sobrevivem sem um “MacGyver” a bordo

Passamos alguns dias na marina, pra reabastecer de água, diesel, equalizar baterias, ir ao supermercado, à embaixada fazer a “prova de vida”, mandar pra aeronáutica e continuar recebendo, e finalmente ficamos prontos pra velejar novamente.

Posted in Uncategorized | Leave a comment