Baía de Camamu

Em Ilhéus, pra nossa tristeza, o barco continuava pegando uma ondulação lateral e balançando desagradavelmente.

No dia seguinte, um domingo, nos preparamos para sair na manhã seguinte cedinho rumo à Baía de Camamu.

O Pig abasteceu o barco de água com os galões, e foi ao super, enquanto eu trabalhava numa mesinha do restaurante do clube ao som de MPB, ao vivo, de boa qualidade, uma cantora e seu violão. Apesar do movimento nas mesas ao lado consegui me concentrar sem problemas.

Os holandeses do barco fundeado próximo ao nosso vieram conversar, como o casal holandês do Ana Caroline, também estão descendo a costa e tinham estado na Chapada Diamantina.

Consegui terminar e enviar o trabalho, almoçamos no clube e tomamos banho no chuveiro frio do vestiário da piscina. R$ 50 pra ficar fundeado, pegando água com galões, nos parece caro demais.

Pra dormir no barco tive que tomar remédio pra enjoo e assim que saímos, às 4:30 am, voltei a dormir, e só acordei lá pelas tantas, já perto de chegar, pro Pig tirar um cochilo. Foram 12 h, não tão ruins, ondas laterais mas de menor intensidade, fundeamos no Campinho, próximos ao “Piatã”.

O Éder e a Edna já estavam lá há alguns dias e nos apresentaram ao Régis, que cuida dos veleiros que param por lá e tem um bar/restaurante (vale a pena conferir o arroz de polvo), e à Soninha, uma velejadora “local”, que nos emprestou publicações com várias dicas, inclusive o livro do Hélio do “Maracatu”, que o Éder fotografou e nos passou os arquivos.

A água que pegamos com os galões no Campinho, tanto no poço do Régis, qto num outro pier, era barrenta demais. O Tiago do “Nimbus” nos deu a dica de que em Maraú dava pra pegar água, tb com os galões, no cais municipal, e lá fomos nós, usando os pontos do Hélio que coincidiam com os do Pete Hill, do guia que baixamos. Chegamos ao por-do-sol e fundeamos em frente à cidade tranquila.

No botinho, depois de pegar o braço errado do rio, conseguimos achar a cachoeira do Tremembé, que cai direto na água salgada, muito legal. Ao lado mora um casal que serve uma moqueca de pitu, recomendada pela Edna mas que não estava lá essas coisas. Foi um passeio da melhor qualidade.

De noite os mosquitos estavam ferozes, também pudera, havíamos fundeado praticamente dentro do mangue, e tivemos que fechar o barco todo. A escuridão, à noite, era total.

Voltamos pra Maraú e enquanto eu continuava o trabalho (lá tinha sinal) o Pig passou mais um domingo carregando galões de água de lá pra cá. Com o novo sistema, de usar a tralha (roldanas pra reduzir o peso) que usamos pra subir o motor de popa, ficou mais fácil, até pro galão de 50l.

De volta ao Campinho fizemos uso do serviço de “lancha rápida” para conhecer a cidade de Camamu (nada a declarar), e por não termos conseguido sair no dia planejado, primeiro por conta de um cheiro de queimado no motor (nada demais, sobrecarga no alternador) e depois por conta do mar revolto e da chuva que nos mandaram de volta, conseguimos aliar a maré de lua com o sol e ir, na lancha rápida que nos pegava direto no Blues, conhecer Barra Grande e a famosa Taipus de Fora.

Alugamos um quadriciclo e nos divertimos nas piscinas vendo muitos peixinhos até a maré subir e sairmos da água pra almoçar no recomendado “Bar das Meninas”. Muito bom, ambiente super agradável. Um dia memorável.

Uma baía memorável. Agradeço a todos que nos recomendaram passar algum por tempo lá. Passeamos, descansamos e dormimos bem. Valeu!

 

 

 

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