Finalmente prontos pra velejar

Rosinha de alta e nós de volta, passando pelo Rio para as bodas de ouro dos meus pais, onde encontramos minhas irmãs (Deia e Bê), nossos filhos (Drigo e Leo) e nora (Tati), seguindo depois, com conexão de 12 horas em Brasília, no mesmo voo do Leo e da Tati, e assim matando as saudades também da Suri e da Nala, nossas netinhas de 4 patas. E, de madrugada, continuando pra Washington DC, com conexões no Panamá e Miami. O voo Washington Grenada era mais barato que Belém Grenada, então usamos nossas milhas pra matar as saudades dos Toboreks, e de quebra ir, de carro a Kingston, Canadá, ver a Lianna, nossa netinha.

Chegamos de volta a Grenada dia 20 de fevereiro e encontamos o Blues em perfeito estado, o Carlão e a Sandrinha do Namastê cuidaram dele na nossa ausência, de ventos bastante fortes, que rasgaram o toldo que deixamos cobrindo o bote, e a redinha de proteção da lateral.

Encarar todas as panes que deixamos é que foi dureza. O gerador e o alternador sem funcionar, e consequentemente sem conseguir carregar direito as baterias, então nada de usar coisa alguma que consumisse eletricidade à noite, nem geladeira, banho na popa no vento, e por aí vai.

Mas com tanto vento encontramos temperaturas mais amenas, consegui dormir sem o ventilador e dentro do barco (antes de irmos eu estava dormindo do lado de fora), e com muita calma fomos tornando o barco habitável novamente (tudo que normalmente fica fora estava dentro, vela, galões, toldos) e o Pig conseguiu sanar todas as panes, uma a uma, e instalar o novo carregador de baterias que trouxemos.

Barco operacional, até o gerador, que há tanto tempo dava dor de cabeça, voltou a funcionar (o Pig retirou, desmontou e vedou melhor a bomba de diesel trocada na Martinica), assim o desalinizador pode voltar a funcionar, o aquecedor de água que tinha sido retirado por estar vazando e consertado antes de irmos, foi fixado e reinstalado (é claro que apareceu um novo vazamento na resistência que precisava de uma ferramenta especial pra ser retirada, mas que ele conseguiu usando uma de extrair filtro de diesel), o oléo e a água do motor foram trocados, e até a geladeira que resolveu desligar do nada, o Pig consertou, era um mau contato na fiação, que, como tudo em barco, passa lá embaixo, por trás de uma porção de coisas.

Sinceramente não sei como outros barcos sobrevivem sem um “MacGyver” a bordo

Passamos alguns dias na marina, pra reabastecer de água, diesel, equalizar baterias, ir ao supermercado, à embaixada fazer a “prova de vida”, mandar pra aeronáutica e continuar recebendo, e finalmente ficamos prontos pra velejar novamente.

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