Imprevistos

Quando já estávamos nos preparando pro final da temporada dos furacões, e a volta a velejar, nossos planos novamente se modificaram diante de um imprevisto. A Rosinha, irmã do Pig, precisou da nossa ajuda por um problema de saúde, e como não poderia deixar de ser, em Floripa estamos e por aqui ficaremos pelo tempo que for necessário.

Depois que soubemos da notícia tivemos 12 dias pra preparar o Blues, mais uma vez, pra ficar sozinho. O Leo nos ajudou, com internet de boa qualidade, a encontrar as passagens com o menor custo e o máximo possível com o uso de milhas Gol.

O maior problema era que estávamos sem os 4 vidros fixos de boreste do pilot house, em meio ao tratamento das ferrugens, que dependia do tempo firme para podermos dar continuidade a cada etapa, antes de podermos recolocar os vidros. Foi um trabalho insano, noites a dentro, várias correrias por causa de chuvas repentinas, adoro chuva, mas não quando preciso pintar o lado de fora do barco.

Tiramos tudo novamente, as velas, bimini, toldos, pois como não sabemos quando poderemos voltar, já deixamos tudo no jeito pra próxima temporada de furacões.

Íamos nos revesando, trabalhando dentro e fora, conforme a chuva, o sol, fazendo malas pro verão brasileiro, pensando em voltar pelo inverno canadense. 🙂

A Sandrinha, do Namastê, nossa fadinha, nos salvou diversas vezes, quando em meio a tantas tarefas, a “batateira” esquecia de alimentar a tripulação…

O vidro que quebrou e teve que ser substituido, com o que foi possível encontrar em Grenada, ficou horrível, os outros são fumê e encobrem a Sikaflex de fixação, mas pelo menos está seguro no lugar.

Tentamos lidar com todos os pontos críticos de ferrugem, internos e externos, pra tentar, pelo menos dar uma contida. Só espero que não tenhamos piorado nada.

A viagem foi longa, saímos dia 18/nov 9:00 am e chegamos em Floripa 48h depois, 20/nov também de manhã, passamos por Trinidad, Suriname, Guiana Francesa, Belém e Rio, mas gastamos só US$ 500 e pouco e 50 mil milhas, pros 2.

Logo na primeira semana foi aniversário do Vagner do Christalino, que também está por aqui, e foi ótimo revê-los, matar as saudades, deles e dos papos de barco, e provar mais um delicioso bolo feito pela Fabi, saber que o Otto está curtindo a escola convencional e saber que logo estarão de volta ao Christalino.

Pra nós foi excelente perceber que mesmo com todas as panes, com toda a rotina interminável de trabalhos e manutenções, é no Blues, no mar, que queremos estar!

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