Ainda Martinica e a “saga” do gerador

Nova ida ao otorrino, mudança no antibiótico, dessa vez caréssimo, mas o carro alugado foi mais barato que uma das pernas do táxi da outra vez, e aproveitamos pra passear pela ilha! O detalhe do “rendado” nos beirais é fofo, o mar do lado de barlavento da ilha é bem agitado e vimos algumas escolas de surf.

Eis que um dia ao levantar âncora pra ir ao Marin abastecer de água, pois com o gerador intermitente não dá pra manter o nível do tanque operacional, qual não foi a nossa surpresa quando a corrente subiu sem a âncora! Nos afastamos dos outros barcos (embora estivéssemos já bastante afastados, como gostamos de fundear) o Pig colocou a âncora reserva e voltamos pra fundear o mais perto possível do local onde imaginamos que a outra estivesse, por sorte pegou de primeira, e lá fui eu, de snorkel, procurar a nossa preciosa Rocna.

Achei, fácil! Toda vez que entro n’água dou uma checada se está tudo ok, de forma que tinha uma boa idéia de onde estaria.  A etapa seguinte foi mergulhar e passar um cabinho por ela (ainda bem que eram só 5m), com uma bóia pra marcar (dessa vez não tínhamos colocado pois da última esse mesmo cabinho é que tinha causado problemas), baixamos o bote, levamos um cabo bem resistente pra substituir o cabinho e, por ele, com a força do motor de popa e mais a do Pig, resgatar a dita cuja. Não foi fácil, mas conseguimos, o pino de alguma forma se soltou. Usamos as adriças pra içá-la pro convés (são 33 kg) e fizemos contato com a marina. Trocar âncora “em voo” é possível, fizemos isso em Carriaocu, mas é muito mais seguro na marina, qdo não precisamos delas e não estamos em deslocamento! Foram 3 dias de marina até conseguirmos alguém que ajustasse o parafuso que conseguimos achar.

O gerador continuou falhando, o Michel, o francês do Cabo Frio apareceu pra dar uma força, ajudou a sangrar o ar do sistema, já que a alavanca própria da bomba de diesel, nova, não estava funcionando, mas sem solução. Enquanto eles se estressavam, fui nadando visitar a Geni, a Lilu, a filhota fofa deles de 5 anos e o Albert de 7 meses.

O gerador melhorou, até que parou de gerar, o Pig trocou o capacitor e o novo “torrou” rapidinho, não era o correto… Contato com o Thiago, da Equinautic (do Jangadeiros lá em Porto Alegre), que continua sendo o “salvador da pátria” sempre que precisamos, pra saber a especificação.

Alugamos um carrinho novamente, cada vez menor, mais simples e mais barato, pra checar com o otorrino se o ouvido já permitia, se necessário, que o Pig mergulhasse, mesmo o Fábio do Kuarup, que é médico tendo dado uma olhada fazia 2 semanas, achamos melhor ter certeza, e aproveitamos para procurar e comprar o capacitor. Já estamos até sabendo onde procurar as coisas por aqui, sinal que já passou da hora de seguir em frente, ou retornar, já que a estação dos furacões se aproxima. A pegadinha do dia foi perder a chave do carro e passar um tempão procurando debaixo do sol do meio dia. Por sorte a garota que achou ligou pra locadora!

Andamos lendo a respeito, e não estamos confortáveis de deixar o Blues numa poita em Grenada por 3 semanas em julho pra irmos ao Brasil pro casamento do Leo e da Tati (depois de 9 anos juntos!) e estamos repensando Chaguaramas.

Em tempo, o cartão do telefone da Digicel, não era nada daquilo que o atendente nos informou quando chegamos, funciona pra voz ou data, como em todos os outros lugares, o bom é que, como compramos 2, pudemos nos comunicar um com o outro durante esse tempo todo de Martinica.

Já estamos vendo muitos barcos rumando pro sul, até nossos amigos canadenses do Saltscar III, Sue e John, já se foram, eles deixam o barco em Santa Lúcia e passam 6 meses no Canadá por questões do seguro saúde. Nós ainda estamos pensando em ir a Guadaloupe e ilhas próximas mas pra isso é preciso sair daqui! Parece que criamos raízes…

E o gerador continua falhando, o Pig trocou uma mangueira de combustível que estava com um pequeno vazamento, na esperança de que por lá estivesse entrando o ar, mas parece que ainda não é isso, ou não era só isso…

 

 

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