Fortes emoções…

Pois é, fortes emoções até em terra…

Ontem na maré super baixa de lua nova o Blues nos fez passar o maior sufoco.

Como não dragamos a dársena na frente do nosso flutuante, na maré baixa ficamos “atolados”, mas ontem à noite, maré de lua nova, de repente o Blues começou a inclinar desconfortavelmente em direção à terra.

O Pig estava de olho e moveu a retranca e lastros de água para o lado oposto, mas a inclinação continuou, pra cima do flutuante, literalmente “esmagando” as defensas.

Foi tenso, a maré só parou de baixar uma hora depois do horário previsto na tábua das marés para Angra, ainda não fizemos um gráfico da diferença entre a tábua e o que acontece aqui e não sabíamos qto tempo ainda  iria continuar baixando.

Fiz uma marcação na rampa do vizinho e fiquei observando e mentalizando que tudo daria certo enquanto o Pig se mantinha na escora, ajudando com seus 80kg a equilibrar o barco pro lado de lá.

Mas bastou a maré começar a encher, bem pouquinho e o Blues já estava de volta ao normal, ainda atolado mas nivelado. Ufa, que sufoco!

O vizinho do outro lado, que está sem barco mas teve a sua frente dragada apareceu pra ver o que estava acontecendo, sugeriu rotacionarmos o barco para que a popa fique do lado dele que é mais profundo.

Faremos isso assim que a maré estiver cheia e observaremos novamente hoje à noite, com todos os lastros móveis e o coração preparados.

Não queremos deixar o barco desequilibrado para o lado contrário de antemão pois é importante sabermos como se comporta por ele mesmo.

Depois conto como foi.

Mas já estamos vendo pra levá-lo de volta pra marina enquanto estivermos viajando para os Estados Unidos e Canadá (pra matar a saudades novamente do filhote, da irmã, dos sobrinhos e cunhado), na próxima semana.

 

 

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O Blues em casa

Finalmente conseguimos trazer o Blues pra casa!

Não que a gente pretenda ficar tanto tempo assim por aqui, mas é bom saber que deu certo.

O flutuante flutua, exceto nas marés muito baixas e o lote é o suficiente para o Blues caber na frente

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Matando as saudades – parte 03

No final de semana fomos com o Drigo a Toronto e Niagara falls.

Gostamos do passeio pelos pontos turísticos no “Hipobus” em Toronto, um ônibus anfíbio, e o por do sol na CN Tower foi demais, apesar do vento bem frio lá em cima.

Seguindo as dicas de um casal de amigos, o Deluiggi e a Carla, fomos conhecer também Niagara on the Lake, uma cidadezinha super charmosa.

As cataratas de Niagara são lindas e o passeio ao longo do rio totalmente democrático, para todos as idades e nacionalidades, ver lá de cima, na torre ao lado, as luzes acendendo e iluminando as cataratas , foi especial.

O astral “Las Vegas” da cidade foi meio decepcionante mas nada que atrapalhasse a curtição.

A volta por Toronto, passando pelo consulado brasileiro foi proveitosa, o Drigo resolveu uma questão para agilizar a carteira de motorista canadense dele e eu pude fotografar algumas fachadas das melhores lojas, Prada, Louis Viton, Sephora, e muitas outras, afinal, é bom trabalhar um pouco tb.

O momento mais complicado foi conhecer a ex-nora e a ex-neta, que é uma gracinha, mas foi bom poder dar uma força pro Drigo num momento complicado.

De casa nova e relativamente bem instalado ficou ele, na companhia de James, o gato de um dos novos roommates.

A viagem de volta começou num ônibus de Kingston para Toronto, seguido de um vôo para NY, depois de muita espera acabamos pernoitando num hotel ao lado do aeroporto, mas até que, depois de uma noite bem dormida, numa boa cama, com lençóis de 500 fios, foi mais fácil encarar o longo vôo até o Rio.

Mesmo chegando depois de meia-noite resolvemos encarar as 3h de carro até Angra, pelas linhas “coloridas” do Rio, que podem ser perigosas à noite, mas que estavam tranquilas e sem trânsito algum, de forma que chegamos mais rápido e pudemos enfim descansar, a bordo do Blues que nos esperava intacto na tranquilidade do Bracuhy.

 

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Matando as saudades – parte 2

A melhor parte foi poder abraçar o Drigo, qtas saudades!

Chegamos em Ottawa e na noite seguinte ele foi de carro de Kingston pra lá nos pegar.

Ottawa foi uma agradável surpresa, a mistura do antigo e do novo, os jardins e parques maravilhosos ainda floridos e verdinhos, apesar da temperatura, para nós, já bem baixa.

Kingston, a cidade onde o Drigo mora, tb é legal, às margens do lago Ontario, pequena mas bonita, organizada, o tempo ficou encoberto e meio chuvoso, mesmo assim deu pra curtir bastante.

 

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Matando as saudades – parte 01

Deixamos o Blues bem abrigado no Bracuhy, a casinha aos cuidados do Gilberto, nosso bom mestre de obras, e usamos umas milhas para ir matar as saudades do Drigo antes que o inverno canadense chegasse.

Já que teríamos que fazer escala/conexões nos Estados Unidos resolvemos passar uns dias com as minhas irmãs e meus sobrinhos.

O ideal teria sido passar lá na volta para trazer as inúmeras coisinhas que o Pig encomendou on line para o Blues (inclusive o chart plotter, viu Munir?) e mandou entregar na casa da Bê.

Embora por tão poucos dias foi muito bom, conhecemos a casa nova dos Toboreks, o Kali, o mais novo membro da família, um schnauzer preto gigante, muito bonzinho por sinal e ainda o marido da Li , o Dennis, e a casa deles em Newark, Delaware.

Passeamos por Philadelphia e foi bom ter um guia 100% americano mostrando o “berço” da nação.

De quebra encontramos os meus pais, fazendo uma “escala” por lá, voltando de um longo período na Alemanha, na casa da Déia.

O tempo vai passando e as crianças vão crescendo, muito rápido, Neo e Milla já vão pra escola de bici ( é seguro?), cheguei a conclusão de que já estou mais pra avó do que pra tia, o balanço na porta da casa, que dá pra ir altíssimo, tb me preocupou, embora eu e o Pig tenhamos experimentado, e é bem divertido.

Foi muito bom, deu pra matar as saudades e conhecer os novos membros da família, valeu.

O difícil é não comprar nada, tudo tão mais barato, de qualidade tão superior, ainda mais com a casinha em fase de acabamento e decoração.

Gostamos de viajar sem muita tralha mas acabamos com mais uma “sacolinha”.

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2 meses no Bracuhy

Deixamos o Blues no cais I e fomos a Brasília pegar o carro, chegando lá resolvemos trocar a TR4 e a Strada cabine extendida por uma Strada cabine dupla, que seria mais útil no Bracuhy, e com isso levamos um pouco mais de tempo pra voltar.

Mas, já com o carro novo, voltamos via Inhotim, perto de Belo Horizonte, um parque com obras de arte muito interessantes e jardins fantásticos.

Chegando ao Bracuhy a primeira providência foi limpar o terreno, que estava o maior matagal, e acertar com o mestre de obras.

Ainda fomos ao Rio 2 vezes ver o meu irmão, Maurício, que mora na França e estava de passagem pelo Rio e renovar o visto americano, mas depois nos concentramos nas modificações necessárias para adequar o projeto às condições pós-reforma do Blues, ou seja, pouca grana.

A obra começou, uma casinha pequena, só para termos um porto seguro na volta da viagem, mas que está ficando como imaginamos.

Medimos a profundidade da dársena na maré baixa, lua nova, em agosto (dizem que é qdo há a maior variação) e ficamos mais tranquilos, parece que o flutuante estará flutuando mesmo nessa situação, sem que seja preciso avançar muito e atrapalhar a passagem de ninguém.

Aproveitamos um final de semana para ir a Cambuquira, visitar a minha avó, que está com 98 anos e quer ter notícias de tudo e de todos, e nos encantamos com os ipês amarelos floridos por todo lado.

Com 02 meses de Bracuhy já estamos com tudo definido, orçado e encaminhado para que a obra não pare enquanto estivermos viajando. Vamos ao Canadá, via USA, visitar o Drigo e minhas irmãs, Li e Bê, sobrinhos e cunhados, respectivamente. Serão apenas 12 dias e não deve atrapalhar muito.

 

 

 

 

 

 

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Do Sandri ao Bracuhy

Em Parati já dava pra ver o Frade e é muito interessante como ele muda de forma, fomos acompanhando e registrando.

Foi  emocionante avistar o Bracuhy, tantas vezes ficamos na varanda do ap, na entrada do canal, vendo os barcos entrando, e agora éramos nós, finalmente, chegando.

Contato feito pelo rádio, nos indicaram onde parar, ao lado do MM2000, que encontramos em Itajaí, mas não foi fácil, era preciso jogar a âncora e dar corrente suficiente para chegar, de popa no trapiche, lentamente, para eu poder pular pra terra levando o cabo. Tenso.

Depois de várias tentativas e até uma paradinha pra esfriar os ânimos, tomar uma água e umas gotinhas de “rescue remedy”, conseguimos, absolutamente sem ajuda externa. Vitória!

Com a luz numa “gambiarra” e a água na mangueira alheia resolvemos descansar pra no dia seguinte, com calma, preparar o barco pra ficar uns dias sozinho enquanto vamos a Brasília, pegar o carro pra nos ajudar na obra do flutuante e da “meia água” no nosso terreno.

Concluída essa primeira etapa, o Blues ficará uns tempos parado, enquanto preparamos nosso “porto seguro” para quando voltarmos da nossa viagem, um dia.

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De Parati ao Sandri

Saimos de Parati com a maior calma, por volta do meio-dia, afinal seriam só umas 2h até o Sandri, nosso velho conhecido.

Demoramos um pouco mais pois tentamos velejar um pouco mas o vento não colaborou.

Chegamos por volta das 3h e o mar verde esmeralda convidava, não resistimos, demos nosso primeiro mergulho, e aproveitamos pra limpar o fundo do barco.

Foi divertido e me empolguei, o Pig congelou e saiu fora, eu continuei, não estava com frio, mas quando finalmente saí, levei um tempão pra me aquecer e parar de tremer.

A noite foi boa, apesar de ter entrado um ventinho não previsto e o Pig ter tido que ficar um tempo de olho pra ver se a âncora segurava firme, segurou.

Na manhã seguinte, quando esquentou, lá pelas 11h, pulamos na água novamente pra terminar a limpeza e ver uns peixinhos, mas sinceramente depois de Bonaire e San Andres é complicado, a água não parece tão limpa e os poucos peixinhos ficam meio sem graça, mesmo assim valeu.

Banho tomado, estávamos prontos pra prosseguir pro Bracuhy.

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Parati

Depois de uma boa noite de sono acordamos para um lindo dia de sol.

E o céu azul foi o que mais me impressionou, acho que nunca tínhamos estado em Parati num dia tão bonito, afinal esse sempre foi o nosso destino em dias chuvosos, pois mesmo com chuva é legal.

A visibilidade estava tão boa que conseguimos avistar as antenas da Pedra da Macela por trás da cidade e o Frade ao norte.

Escolhemos um lugar pra deixar o botinho onde já estavam outros, inclusive um com um cabo de aço como o Pig pretende colocar no nosso, para impedir que o levem, mas não ficamos muito tranqüilos.

Enquanto o Pig foi até a rodoviária pegar as nossas passagens pro Rio fiquei tirando fotos e mais fotos, maravilhada com o casario emoldurado pelo céu azul.

Achei a cidade ainda mais simpática, colorida e bem cuidada, não sei  se por coincidência ou se justamente por ser o festival de jazz.

Numa loja super interessante de artesanato indígena  e de outros artesões de todo o Brasil, o cheiro dos caldos sendo preparados para a noite nos abriu o apetite, mas era só para a noite, então comemos tapioca com sucos naturais, tudo muito bom.

No meio do passeio resolvemos checar o botinho e foi providencial, a maré tinha baixado, o vento tinha mudado, sei lá, fato é que estava batendo no trapiche cheio de ostras.

Achamos melhor abreviar o passeio e voltar pro Blues, a manobra de baixar e subir o botinho e o motor são tranqüilas mas levam algum tempo e qdo terminamos o sol já havia se escondido atrás da montanha.

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Do Saco da Ribeira a Parati

Saímos por volta de 5h da matina com a lua cheia iluminando o caminho.

Ainda com lua avistamos a montanha “quadrada”, símbolo de Ubatuba.

Antes do sol nascer acabei pegando no sono e o Pig registrou o sol tímido aparecendo no horizonte.

Por volta das 8h o Blues cruzou, pela primeira vez, o Trópico de Capricórnio.

Apesar do mar batido o dia estava lindo e ao entrar na Baía da Ilha Grande, mesmo ainda não tendo chegado ao destino final dessa etapa, já nos sentimos em casa.

Aqui  estivemos com o nosso Vela Mar 31, o Vampa, e passamos por lugares conhecidos tanto por mar, quanto por terra.

Queremos conhecer o mundo, só pra nos certificar de que aqui é o nosso lugar.

A âncora que estava com a corrente não pegou e foi preciso trocar por outra, na quarta tentativa deu certo e nem tivemos coragem de ir até a cidade, de tão grande era o cansaço.

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