Rumando sul

Oficialmente a temporada dos furacões começa dia 01 de junho, então chegou a hora de rumar para a relativa segurança de Grenada ao sul de 12.07N, como preconiza nosso seguro.

Em companhia de outro barco, pela primeira vez nesses 6 anos de Blues, o Christalino, do Vagner, Fabi e o pequeno grande Otto, deixamos St Anne na Martinica e rumamos pra Rodney Bay em Santa Lúcia.

É interessante voltar aos lugares que conhecemos, saber onde ficam as coisas, onde comprar pão, tomar um bom sorvete, comprar alguma peça pro barco.

Fomos com a turma do Christalino e mais o amigo sul africano deles, o Kevin, do Opela, que trouxe uma peça pra nós de St Martin, experimentar um roti de lambi, uma concha, prato típico do caribe, que ainda não conhecíamos, achamos muito parecido como uma carninha de panela, gostoso mas nada parecido com frutos do mar. Só no dia seguinte caiu a ficha, não era lambi, a concha, e sim lamb, carneiro. Rimos muito, ainda bem que não tinha gosto de frutos do mar!!!!

Depois Soufriere e o pernoite ao pé do Petit Piton, magnífico. Bom mergulho, direto do barco, como preferimos.

De lá pra Bequia, onde o mergulho é muito bom, também direto do barco e sem correnteza, muitos peixinhos, vários outros barcos rumando pro sul.

Estando tão pertinho, e na lua certa, não resistimos passar em Tobago Cays, até agora o meu lugar favorito no Caribe, nenhuma civilização, só natureza, e nessa época, poucos barcos, o mergulho no entanto foi melhor na ponta oeste de Jamesby, que nos corais, vimos raias manteiga e xita, frades, queen angelfish, tartarugas, tubarão lixa, e inúmeros outros. Maravilhoso.

Nossos amigos foram direto pra Canouan, e depois nos encontramos novamente em Clifton, Union Island, onde o ponto alto é o show da galera do kite. Fizemos uma caminhada até o Fort Hill onde a vista da baía é imperdível e ficamos com mais saudades do Leo e da Tati vendo o aeroporto de onde saíram faz mais de um ano. O mais legal do passeio foi o Pig ter salvo um cabritinho que estava com a cabeça presa numa lata de tinta. Meu herói! 🙂

Aproveitando as janelas de ventos amenos e ondas pequenas rumamos pra Carriacou, e pernoitamos na Sandy Island, onde vimos 2 raias xita enormes, magníficas, alguns peixes inéditos para nós, e o mais engraçado foi quando, na manhã seguinte, mergulhando na ponta oeste da Mabuya, o Pig olhou pro bote, na ponta leste, e achou que tinha garrado, saiu nadando que nem um doido, tentei acompanhar mas ele foi por cima dos corais, muito raso, e não curto tanta proximidade, então olhei novamente e vi o bote no mesmo lugar, voltei a curtir o mergulho, até porque, se tivesse mesmo soltado teríamos que pedir ajuda à lancha da operadora de mergulho que estava próxima, era correnteza demais.

Em Tyrrel Bay tínhamos compromisso marcado, o aniversário de 7 anos do Otto, chegamos a tempo de curtir o execelente almoço com o peixe fresquinho que o Vagner pescou (prefiro nem saber qual era, tadinho, mas estava delicioso), e passar uma agradável tarde no Christalino, jogamos dominó, xadrez, que ele jogava direitinho, ele me mostrou o seu “livro de aventuras”, muito legal, e cantamos os parabéns, éramos os únicos convidados, mas foi bem divertido. O bolo de chocolate com coco, memorável, a Fabi nos deu um pedação pra levar e continuamos a festa no Blues!

Ficamos mais um dia lavando roupa, em dia de mergulho não dá pra ficar a bordo lavando roupa, e seguimos pra Grenada, um dia depois deles e nos desencontramos, nós chegando em St George e eles saindo pois tiveram uma emergência no Brasil e foram deixar o barco numa poita perto do Carlão do Namastê, como nós faremos, ao invés de seguir pra Trinidad como era o plano deles. Mas a vida no mar é assim, a gente planeja até onde dá, mais muitas vezes é preciso refazer os planos.

Uma descoberta interessante que fizemos recentemente, é que o pino que segura a âncora, aquele mesmo que soltou lá na Martinica, gira, o que facilita, pra caramba, girar quando a âncora sobe ao contrário, e por todos esses anos fizemos da maneira mais difícil, girando a corrente, é atribulada a vida do babaca…

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Martinica, o melhor até agora

Já são 5 meses de Martinica, e não é à toa, chegamos à conclusão de que é o melhor lugar que paramos com o Blues desde que saímos de Porto Alegre em 2011, por várias razões, mesmo com muitos barcos dá pra ter tranquilidade, parar mais afastado e ter privacidade, as opções de snorkeling são inúmeras, tantas que sempre é possível escolher um lugar sem mais ninguém, as trilhas são muitas e bem sinalizadas, padrão França.

É fácil abastecer o Blues de água (quando por alguma razão não dá pra funcionar o desalinizador), de diesel, e de comida. A marina é “friendly”, mesmo quando está lotada, é possível receber encomendas através dela, trocar dinheiro e pegar informações. A internet 3G não é lá essas coisas mas existem vários lugares com wifi gratuito, onde é possível passar a tarde toda e só pedir uma água, ou nada.

Dá pra fundear dentro da baía ou fora, dependendo das necessidades e das condições de vento e ondas, é quente mas venta bastante quase o tempo todo, é seguro, dá pra dormir com as gaiutas abertas, apesar das chuvas repentinas. Não há pedintes nem vendedores perturbando no barco ou em terra, (o salário mínimo é € 1200, e quem não trabalha recebe € 800 do governo).

Resumindo, é uma ilha próspera, civilizada, com as belezas naturais bastante preservadas e que ainda por cima conta com todo tipo de profissionais que um barco pode precisar, se você puder pagar (cobram por hora, e bem caro) e as lojas náuticas tem de tudo, até o kit do Lavac!

Nem todos falam inglês, nem todos são simpáticos, mas sempre conseguimos nos entender e achar o que precisávamos, e isso tudo sem falar nas deliciosas baguetes e os bons queijos baratos!

Essa conclusão nos surpreendeu, pois imaginávamos que o melhor lugar fosse o mais deserto, o mais remoto, mas nem só de snorkeling vive o Blues…

Então, já que continuamos esperando a peça pro gerador que está vindo de St Martin com um brasileiro, amigo de outros brasileiros que conhecemos aqui, o Vagner, a Fabi e o Oto, do Christalino, alugamos um carro numa tarifa legal de final de semana e fomos conhecer o que ainda faltava da ilha, o norte, onde fica o Mt Pelée, que em 1902 devastou St Pierre, na época a capital, e também o SO, pra ver se vale a pena ir de barco a alguma das várias “anses”.

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Ainda Martinica e a “saga” do gerador

Nova ida ao otorrino, mudança no antibiótico, dessa vez caréssimo, mas o carro alugado foi mais barato que uma das pernas do táxi da outra vez, e aproveitamos pra passear pela ilha! O detalhe do “rendado” nos beirais é fofo, o mar do lado de barlavento da ilha é bem agitado e vimos algumas escolas de surf.

Eis que um dia ao levantar âncora pra ir ao Marin abastecer de água, pois com o gerador intermitente não dá pra manter o nível do tanque operacional, qual não foi a nossa surpresa quando a corrente subiu sem a âncora! Nos afastamos dos outros barcos (embora estivéssemos já bastante afastados, como gostamos de fundear) o Pig colocou a âncora reserva e voltamos pra fundear o mais perto possível do local onde imaginamos que a outra estivesse, por sorte pegou de primeira, e lá fui eu, de snorkel, procurar a nossa preciosa Rocna.

Achei, fácil! Toda vez que entro n’água dou uma checada se está tudo ok, de forma que tinha uma boa idéia de onde estaria.  A etapa seguinte foi mergulhar e passar um cabinho por ela (ainda bem que eram só 5m), com uma bóia pra marcar (dessa vez não tínhamos colocado pois da última esse mesmo cabinho é que tinha causado problemas), baixamos o bote, levamos um cabo bem resistente pra substituir o cabinho e, por ele, com a força do motor de popa e mais a do Pig, resgatar a dita cuja. Não foi fácil, mas conseguimos, o pino de alguma forma se soltou. Usamos as adriças pra içá-la pro convés (são 33 kg) e fizemos contato com a marina. Trocar âncora “em voo” é possível, fizemos isso em Carriaocu, mas é muito mais seguro na marina, qdo não precisamos delas e não estamos em deslocamento! Foram 3 dias de marina até conseguirmos alguém que ajustasse o parafuso que conseguimos achar.

O gerador continuou falhando, o Michel, o francês do Cabo Frio apareceu pra dar uma força, ajudou a sangrar o ar do sistema, já que a alavanca própria da bomba de diesel, nova, não estava funcionando, mas sem solução. Enquanto eles se estressavam, fui nadando visitar a Geni, a Lilu, a filhota fofa deles de 5 anos e o Albert de 7 meses.

O gerador melhorou, até que parou de gerar, o Pig trocou o capacitor e o novo “torrou” rapidinho, não era o correto… Contato com o Thiago, da Equinautic (do Jangadeiros lá em Porto Alegre), que continua sendo o “salvador da pátria” sempre que precisamos, pra saber a especificação.

Alugamos um carrinho novamente, cada vez menor, mais simples e mais barato, pra checar com o otorrino se o ouvido já permitia, se necessário, que o Pig mergulhasse, mesmo o Fábio do Kuarup, que é médico tendo dado uma olhada fazia 2 semanas, achamos melhor ter certeza, e aproveitamos para procurar e comprar o capacitor. Já estamos até sabendo onde procurar as coisas por aqui, sinal que já passou da hora de seguir em frente, ou retornar, já que a estação dos furacões se aproxima. A pegadinha do dia foi perder a chave do carro e passar um tempão procurando debaixo do sol do meio dia. Por sorte a garota que achou ligou pra locadora!

Andamos lendo a respeito, e não estamos confortáveis de deixar o Blues numa poita em Grenada por 3 semanas em julho pra irmos ao Brasil pro casamento do Leo e da Tati (depois de 9 anos juntos!) e estamos repensando Chaguaramas.

Em tempo, o cartão do telefone da Digicel, não era nada daquilo que o atendente nos informou quando chegamos, funciona pra voz ou data, como em todos os outros lugares, o bom é que, como compramos 2, pudemos nos comunicar um com o outro durante esse tempo todo de Martinica.

Já estamos vendo muitos barcos rumando pro sul, até nossos amigos canadenses do Saltscar III, Sue e John, já se foram, eles deixam o barco em Santa Lúcia e passam 6 meses no Canadá por questões do seguro saúde. Nós ainda estamos pensando em ir a Guadaloupe e ilhas próximas mas pra isso é preciso sair daqui! Parece que criamos raízes…

E o gerador continua falhando, o Pig trocou uma mangueira de combustível que estava com um pequeno vazamento, na esperança de que por lá estivesse entrando o ar, mas parece que ainda não é isso, ou não era só isso…

 

 

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Martinica e os Toboreks

Fomos e voltamos, Estados Unidos e Canadá, o implante do Pig foi concluído, a netinha é linda, curtimos a família, visitamos o lado americano de Niagara falls e revisitamos o canadense, estivemos numa eclusa onde, um dia, pretendemos passar com o Blues rumo ao Canadá, curtimos o frio, um tiquinho de neve e o início da primavera!

Mas o melhor mesmo foi os Toboreks terem pego o nosso voo pra passar uma semana conosco em Sainte-Anne, pena a gripe, provavelmente canadense, que o Pig pegou e o fez voar com o ouvido comprometido, febrão, tímpano perfurado na noite seguinte ao voo. O jeito foi procurar um otorrino, só devidamente medicado ele começou a melhorar.

Encontramos o Blues como deixamos, preparado pra ficar sozinho por 3 semanas, com tudo que conseguimos colocar dentro, e precisávamos arrumar para receber os Toboreks, enquanto isso eles ficaram todos no trailer park, que era interessante, apesar dos mosquitos. O plano inicial era Neo e Milla dormirem no Blues.

Quando finalmente conseguimos sair da poita no Marin, abastecemos de água, já que o gerador estava sem a bomba d’água e não sabíamos quando poderíamos voltar a usar o watermaker, e fomos pra Sainte-Anne pra ficar mais próximos deles e podermos curtir juntos.

Tentamos dar uma velejada com eles até outra enseada mas o mar estava muito mexido e eles começaram a enjoar, voltamos no motor já que era um bom contravento e começou a ficar esquisito, muito adernado, muito molhado. Paramos de novo próximo a Sainte-Anne e levei a Bê, o Robert e a Bianca na praia deserta onde costumamos jogar frescobol e fui mergulhar com Neo e Milla.

Com o Pig indisponível, sem poder pegar vento e muito menos molhar o ouvido ou mergulhar, aprendi a ligar o motor de popa e manobrar o botinho, mergulhei embaixo do Blues, pela primeira vez, pra cortar o cabinho da bóia que sinalizava a posição da âncora e se enroscou por baixo no final da quilha, impedindo a âncora de subir ou descer, enquanto o vento nos empurrava pra cima dos outros barcos. Coisas que eu ja deveria estar fazendo faz tempo mas ficava protelando.

O restante dos dias com os Toboreks curtimos indo pra terra, o trailer park era bem agradável e o Pig podia ficar abrigado enquanto curtíamos a praia, SUP e snorkeling.

Quando eles se foram focamos novamente na bomba d’água do gerador que o mecânico havia desmontado e depois não sabia como montar e acabou estragando o rolamento, por sorte o Pig tinha outro, e achou os desenhos da correta montagem e foi lá refazer o serviço junto com o mecânico. Deu certo, pero no mucho, continuou falhando…

 

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Martinica

Chegamos e fomos ficando, já faz 2 meses, as baguetes são deliciosas, o camembert bom e barato, vamos ficando e economizando, a desvalorização do Real nos pegou de jeito.

Passamos natal e ano novo em Sainte-Anne, agora já são menos barcos, mas quando chegamos parecia que todos os barcos do mundo estavam aqui, os “Christmas Winds” foram fortes mas nossa Rocna 33 segurou bem, a enseada é grande o bastante para tantos barcos e dá pra ficar afastado o suficiente para a música de terra, quando há, não incomodar.

Fomos aprendendo a nos proteger dos respingos para ir em terra, especialmente até o Le Marin, quase sempre com o vento contra na ida; sacolas e roupas dentro de sacos grandes de lixo, só de roupa de banho, e chegando lá, no cais mesmo, colocamos bermudas e camisas por cima.

Mesmo com o vento forte fazendo o gerador eólico funcionar noite e dia, acabamos tendo que trocar as baterias, as Optmas também são caras aqui, e ficamos com as Trojan 105 RE, de carrinho de golfe, que são muito mais baratas e mais poderosas, pro nosso uso, ficou só a de partida que ainda estava boa.

Tivemos que ir pra marina por uns poucos dias pra receber as novas e retirar as antigas, ficamos quase ao lado de um barco brasileiro de um francês casado com uma brasileira, o terceiro casal com essa configuração que encontramos aqui, ele francês, ela brasileira, do nordeste. Muito simpáticos, todos eles.

Nesse meio tempo, fizemos uma boa caminhada pela costa, a trilha, como na França, toda demarcada, voltamos a jogar frescobol, depois de vários anos parados, e temos mergulhado nos vários corais por perto. Quando o vento e a ondulação permitem dou boas nadadas, e assim vamos curtindo, com baixo custo.

Tivemos que trocar a bomba de diesel do gerador, na busca pela peça alugamos um carro por uma tarde, e conhecemos um pouco mais da ilha, fomos até Fort de France, mas acabamos conseguindo a peça em Guadaloupe, mais barata que aqui e entregue em Sainte-Anne, no lugar onde vamos para ter wifi.

Compramos um card local, para ter telefone, aqui é bizarro, um card para voz e outro para internet, como nossos aparelhos são de um card só, estamos com um deles só pra internet, que é cara e dura pouco, por isso temos ido regularmente ao “Coco Paille” que tem uma excelente padaria anexa, compramos uma baguete, às vezes uma eclair de chocolate, e ficamos, assim como vários outros cruzeiristas, por horas usando o wifi.

Aqui, diferentemente das outras ilhas até agora, não há pedintes, nem vendedores perturbando a gente no barco. É a França no Caribe. Parece funcionar bem. Os supermercados no Le Marin são muito bons, e o “Leader Price” que tem um cais para os botinhos, tem também bons preços nos produtos de marca própria que são de excelente qualidade, fomos experimentando aos poucos, meio receosos, mas agora já viramos fregueses.

Quando saímos da marina passamos alguns dias fundeados no Marin mas lá não dá pra fazer água nem nadar e ficamos só o suficiente para resolver tudo e abastecer o barco.

Fiz 55 anos no último dia que passamos lá, queríamos já ter voltado pra Sainte-Anne mas precisávamos da visita de um eletricista, indicado pelo Bruno, da WIND, que nos vendeu as baterias, para dar uma olhada no nosso sistema e nos ajudar a carregar melhor as novas baterias.

Acompanhamos 2 regatas de Yoles, barcos típicos com velas coloridas e um monte de gente pendurada pra fora com varas que mudam de lado, uma em Sainte-Anne, com barcos maiores, de 2 velas, e outra no Le Marin, com barcos menores, que mais parecia uma corrida de obstáculos, no meio dos veleiros todos. Pitoresco.

Passou o carnaval, aqui também tem movimentação, e de repente, no barco ouvimos “ai se eu te pego”, Michel Teló no Carnaval da Martinica…

Em terra, vimos algumas “baianas” mas tudo bem tranquilo.

Agora estamos nos preparando pra deixar o barco numa poita lá dentro do Marin, o dinheiro não dá pra deixar na marina, vamos passar 3 semanas nos Estados Unidos e Canadá, na volta os Toboreks virão passar uma semana com a gente.

 

 

 

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Santa Lúcia

A passagem de Carriacou pra Santa Lucia foi a melhor até agora, vento bom, mar calmo, nem enjoeei e pude ajudar, foram 18 h conforme previsto e pra chegar com o sol alto saímos às 5 pm, depois de passar o dia curtindo a Sand Island, uma ilhota junto à Carriacou de areias brancas e águas cristalinas.

Chegamos a Soufriere, ao lado dos Pittons, marca registrada de Santa Lúcia, que lembram o Rio de Janeiro, por volta de 11 am e pegamos uma das poitas do parque, a profundidade bem perto de terra era de 18m, seria complicado fundear e não é permitido, a água parecia Fernando de Noronha, de um azul profundo, linda.

Passamos alguns dias por ali, só curtindo o visual e o snorkeling, na cidade só as máscaras do Zaka eram interessantes. Tentamos achar as poitas que o guia indicava em outros pontos bons pra snorkeling mas não existem mais, e acabamos indo direto pra Marigot Bay, uma pequena baía super abrigada, tipo o Saco do Céu na Ilha Grande, só que menor e com um mega Resort e vários restaurantes em volta.

O resort é também uma marina e por US 30 pela poita é possível usar todas as facilidades do resort, as piscinas, os chuveiros, os restaurantes, tudo mega sofisticado, mas os barcos cheios de turistas circulando o tempo todo nos deixaram meio desconfortáveis e ficamos só uma noite. Era também “urbano” demais…

Seguimos para Rodney Bay, uma baía ampla, de águas claras, e espaço pra muitos barcos, optamos pelo lado norte, onde pensamos estar mais afastados da muvuca de terrra. São muitos resorts nas margens e também praias onde os locais curtem o som nas alturas mas não até tarde, nada que incomodasse demais, tanto que acabamos ficando 4 semanas.

A marina fica dentro de uma “lagoon”, super abrigada, com muitas vagas para barcos de todo tamanho e também poitas na parte mais interna, com condomínios e casas com vagas pra barcos à volta toda, num cantinho tem um pier pra botinhos, com acesso a um centrinho com lojas, restaurantes e 2 bons supermercados.

A Embaixada do Brasil é do outro lado da rua da marina e pude agilizar uns documentos que precisava autenticar e mandar pra resolver questões da herança da minha avó.

Alugamos um carro por um dia e demos a volta na ilha, a parte sul é a mais bonita, com as montanhas e as florestas, a ilha é bem desenvolvida pro turismo, um destino para casamentos e lua-de-mel, cheia de resorts pra todos os gostos e bolsos, chegam também navios regularmente e isso tudo movimenta a economia.

Durante mais de 2 semanas pudemos observar barcos e mais barcos chegando na 30ª ARC e a marina ficou super movimentada, os barcos se juntam nas ilhas Canárias e participam dessa regata, todo ano nessa época. Gente e barco de todo tipo, vimos tudo de longe, bem ao nosso estilo.

Fundeamos próximo a um barco americano e outro canadense, depois de algumas semanas travamos contato, 2 casais muito simpáticos e acabamos sendo convidados pra um jantar em comemoração ao aniversário da Marsha, a americana, 69, Bob, o marido, com 84, do Crusader. O jantar foi oferecido pela Sue e o John, ingleses, que emigraram pro Canadá nos anos 70. Também com mais de 60 anos e curtindo a vida a bordo do Saltscar III. Foi muito legal ver que depois de tanto tempo, os americanos há 19 anos, continuam curtindo a vida a bordo.

Nossa viagem pros Estados Unidos e Canadá ficou adiada pra março, pois foi impossível encontrar um lugar seguro e acessível pra deixarmos o barco, essa é a epoca de maior movimento aqui, parece que todos os barcos do planeta vem passar o natal aqui, e nós vamos acabar passando na Martinica, nosso próximo destino.

 

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Carriacou

Saímos de Trinidad exatos 2 meses depois de chegarmos, 2 meses exaustivos, mas que valeram pois saímos com muitas coisas resolvidas, o watermaker funcionando e o gerador eólico faltando pouco.

Escolhemos uma janela de ventos amenos favoráveis e ondas pequenas e levamos 23h até Carriacou, saímos meio-dia e chegamos 11 am com tempo pra fundear vendo o fundo, podendo escolher um trecho de areia e não de grama.

Encontramos muito mais barcos que da outra vez, Carriacou é uma pequena ilha que faz parte de Grenada e fica à noroeste, tem uma baía tranquila e abrigada, Tyrrel Bay, onde muitos esperam o final da temporada dos furacões pra subir.

Alugamos um carro pois ficava mais barato que pegar um tour de 2:30h e demos a volta na ilha, que é verdinha e tem alguns morros que proporcionam boas vistas da própria ilha e do mar em volta.

Produzir a água que usamos tem sido uma experiência libertadora e com a instalação do gerador eólico me sinto como no filme “waterworld”, falta só pescar, e aprender a limpar o peixe, pra ficarmos autosuficientes!

Tivemos que substituir a nossa âncora principal por uma Rocna 33, com o fundo de uma areia que não é bem areia, é coral “moído”, tivemos problemas várias vezes com ventos mais fortes e mesmo com ela é preciso “escorar” no motor quando o vento aumenta de verdade. Estamos no meio de uma “tropical wave” e não gosto nem de pensar como seria uma “tropical storm” ou pior.

O mais interessante é observar como todos se ajudam, numa manhã de chuva e ventania, um veleiro canadense cuja tripulação não estava a bordo, soltou e começou a sair da baía, houve a maior movimentação pelo rádio e logo vimos um casal voando num botinho pra resgatar o veleiro, se eram os próprios não sei, mas o veleiro foi salvo!

Temos recebido informes sobre a meteorologia pelo rádio 3 vezes ao dia, normalmente há a “net” pela manhã que informa a previsão e várias outras atividades mas com essa tropical wave na região e nem todos com acesso à internet alguém tem repassado as informações para tentar tornar a baía mais segura.

Nossa maior preocupação é não bater nem assustar ninguém, mas isso é complicado no meio da noite com a visibilidade ruim e a âncora arrastando, pra isso procuramos parar distante e atrás dos outros mas sempre vem mais alguém e para atrás, e vai ficando tão fundo que não dá pra ir mais pra trás.

Estamos procurando um lugar pra deixar o barco na Martinica em dezembro, mas é altíssima estação e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que desistir da viagem pros Estados Unidos e Canadá. A idéia é conhecer a Lianna, nossa neta canadense, e passar o natal com os Toboreks. Vamos ver.

Quando chove é preciso fechar o barco todo e o calor úmido fica pior, sinceramente sentir calor e ficar suada o tempo todo não é a minha idéia de paraíso tropical…

Minha avó de 102 anos, 100 bem vividos e os últimos 2 nem tanto, fez a passagem, e minha irmã Renata nos representou nas despedidas e últimas homenagens. Isso me faz pensar, que a vida é cheia de escolhas e não me arrependo de nenhuma delas, mas o difícil não é estar aqui, de olho no vento e na chuva a noite toda, o dia todo, passando calor do lado de dentro e frio do lado de fora, o difícil é estar longe das pessoas que amamos e que podem precisar da gente.

 

 

 

 

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Novamente e ainda Trinidad

Depois de passarmos cerca de um mês e meio entre o Canadá e os Estados Unidos, recarregando as baterias, chegamos a Trinidad na véspera do “sandblasting” do fundo do Blues.

O barco é levado pra uma área especial e jateado com uma areia preta fininha, vinda da Holanda. Em seguida passam um primer pra não começar a enferrujar. Ficamos 3 noites no hotel pois é impossível ficar no barco nessa área mas assim que o barco foi levado pra área de “work and live abord” lá fomos nós encarar a vida a bordo no seco.

Definitivamente não recomendo, é como acampar, o banheiro fica lá longe e não dá pra cozinhar sem água, mas acabamos passando 27 dias e até nos acostumando a ter que colocar uma roupa, descer a escada e andar até o banheiro inclusive no meio da noite, nunca encontrei ninguém por lá nas madrugadas (parecem que usam um balde e de manhã levam pro banheiro…). Mas o que realmente tornou possível a vida a bordo foi o aparelho de ar condicionado instalado numa das gaiutas, ligado 24/24h. A umidade e o calor são insuportáveis, noite e dia.

O jateamento revelou que a profundidade das “lesões” era pequena e que não inspiravam maiores cuidados, a não ser a pesquisa e a solução do problema elétrico, mas apareceram alguns vazamentos, no skeg e na quilha, onde fica o tanque de combustível e pequenas rachaduras na base do skeg.

Pra poder soldar foi preciso esvaziar completamente o diesel e lavar com um produto até o especialista atestar que era seguro, fizemos contato com o Ari, o fabricante do barco, pra saber como era o tanque e ele nos orientou também quanto ao reforço no skeg. Detalhe, não havia qualquer abertura pra drenar o tanque ou o skeg, foi preciso fazê-las, de uma próxima vez, pelo menos essa parte já estará resolvida.

Foram pelo menos 2 semanas até a questão da solda estar resolvida, pra poder soldar o skeg tivemos que retirar o leme, com a ajuda do macaco do carro do Greg, o responsável pela pintura do fundo, eu e o Pig demos conta, mas pra colocar de volta tivemos que pedir ajuda a 2 brasileiros que trabalhavam no Ondine (ex-Cisne Branco), o Tomás e o Ricardo.

O Pig retirou o hélice pro pessoal poder trocar o selo do eixo do motor, mas isso também não foi nada simples, tiveram que “reformar” uma peça pra dar certo, levou umas 3 semanas.

Enquanto trabalhavam fora, nós trabalhávamos dentro, tratando as ferrugens que iam aparecendo, embaixo do eixo, no quadrante do leme. Ferrugem em barco de aço é que nem câncer, tem que tratar logo se não pode ser fatal! Uma ferramenta que o Drigo nos deu e trouxemos do Canadá, tipo uma furadeira com uma haste longa e flexível, ajudou muito a alcançar os cantinhos mais difíceis.

De noite, um pouco menos quente, trabalhávamos de fora, refizemos a marcação da corrente, limpamos o costado e pintamos as partes danificadas (fica com cara de remendo mas pelo menos não enferruja), o Pig passou tubolit nas junções da caixa da corrente na esperança de melhorar a ferrugem por dentro na proa, e também recompos a base do poste do GPS onde já havia “perda de massa”.

No meio disso tudo o Dólar dispara, ou melhor, o Real despenca, e a gente só vendo o rombo no orçamento ficando cada vez maior! A sorte foi termos deixado uma procuração pro Leo refinanciar o nosso empréstimo e pegar mais um bom dinheiro pra pagarmos em 4 anos.

Apareceu o projeto de uma lojinha em Brasília (graças ao Fernando que viajou pra Paris em lua-de-mel) e mesmo em meio ao caos peguei e depois que encerrava o expediente de ajudante de marinheiro virava arquiteta novamente.

Paralelamente continuamos a pesquisa do watermaker (o desalinizador) que o Leo e a Tati tinham nos ajudado a comprar quando estiveram conosco em junho e nos decidimos pelo Echotec fabricado aqui em Trinidad, de fato bem ao lado, fomos fechar o negócio de bicicleta, e eles entregaram no dia seguinte. Com a vantagem de podermos medir as mangueiras depois de resolvidos os locais de instalação.

Continuamos também estudando a instalação do gerador eólico comprado em Grenada em maio passado. O mesmo Lincoln, que fez as soldas, adaptou o poste feito pelo Sadi em Porto Alegre, e embora ainda não esteja totalmente instalado parece que vai ficar bom.

Por sorte a internet é razoável e foi possível acompanhar, pelo whatsapp, na noite de 18/set, o nascimento da Lianna, nossa neta, filha do Drigo e da Kristin. Eu em Trinidad, o Leo em Brasília e o Drigo em Kingston, Ontário, Canadá, diretamente da maternidade, conectados. O Pig dormindo (de exaustão, como todos os dias), eu mega emocionada, em contato com os meninos, tão perto e tão distante. Bizarro.

Com as soldas resolvidas a pintura do fundo foi super tranquila, poderíamos ter feito nós mesmos mas ficamos com receio de vacilar com um material tão caro. O  pintor do próprio Peake chegava cedinho pra na hora da chuva já estar seco e em poucos dias estava pronto (duas mãos do primer e duas do antifouling) as escoras foram mudadas de lugar pelo pessoal do Peake e no dia da descida, que já havia sido agendada e reagendada várias vezes e acabou sendo um dia depois do previsto, por causa de um feriado (Trinidad tem mais feriado que o Brasil…), com o barco suspenso pelo travel lift foram pintados os lugares onde a quilha estava apoiada.

Com o barco na água, antes de retirarem as fitas, o Pig entrou e conferiu os 2 thru hulls do watermaker e o eixo, pra ver ser não estavam vazando, tudo certo eu entrei e ligamos o motor, só que a mangueira do escapamento tinha soltado na outra ponta de uma peça que o Pig tinha tirado pra soldar, e ficamos sem poder sair. O pessoal foi almoçar, o Pig conseguiu recolocar a mangueira, e apagou de exaustão esperando voltarem. Essa movimentação de barco pra lá e pra cá, suspenso no ar é mega desgastante.

Mas desgastante mesmo nesse dia foi sofrer a com a saída do Drigo do Canadá. A Lianna com apenas uma semana e eles desolados, ele terá que esperar no Brasil pelo novo processo de imigração, tudo muito complicado e triste.

Nos colocaram na ponta do cais, onde havíamos ficado das outras vezes, e é ótimo pois não passsa ninguém e no máximo temos vizinhos por bombordo.

Continuamos trabalhando freneticamente, na instalação do watermaker, do gerador eólico, na substituição dos cabos de aço do leme, que estavam esgarçados (descobrimos por acaso ao tratar as ferrugens próximas ao quadrante), e pasmem não havia na corrente um elo próprio pra retirar os cabos, o Pig teve que levar a corrente pra cortarem, por sorte o Graham da Dynamite, tinha os tais elos e agora é possível substituir os cabos, se necessário.

Já são quase 2 semanas na água, vendo os outros barcos descerem e irem embora rapidinho, a sensação é de estarmos “lerdando” mas temos trabalhado exaustivamente dia após dia desde que o barco saiu do sandblasting, sem descanso, sem “liming” (verbo típico daqui que significa ficar curtindo sem fazer nada), dedicação total, é que são muitas frentes de trabalho mas as intermináveis listas estão sendo “ticadas” uma a uma e parece que há luz no fim do túnel.

A água aqui é tão suja que todos os dias é preciso limpar o filtro e a entrada de água dos aparelhos de ar condicionado, serviço que leva umas 2 horas, mas pelo menos, com o sistema que o Pig desenvolveu não é preciso mergulhar (nem seria viável) pra desobstruir as entradas. Não deu pra manter o aparelho que usamos em terra.

Com vento sul balança de verdade, com o movimento das embarcações de lazer no final de semana também. Hoje foi preciso ligar o motor pra conseguir chegar pra frente e parar de bater a popa no cais durante o vento de um CB; mas, mesmo com tudo isso, chegamos à conclusão de que aqui é o lugar ideal pra fazer serviços no barco. Achamos profissionais qualificados em todas as áreas que precisamos, as lojas de peças se complementam, dá pra ir de bote ou de bici, e não há nada de interessante pra desviar a atenção dos trabalhos. =)

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Trinidad, novamente

Chegamos a Trinidad com bastante antecedência para a data prevista para a subida do Blues no Peake Yacht Services, em tempo de preparar tudo com muita calma e atenção, já que é a primeira vez que o deixamos no seco.

Não sabíamos muito bem o que fazer e para não deixar furo observamos os outros barcos e conversamos com outros cruzeiristas.

A vida a bordo tem sido isso mesmo, um aprendizado constante!

Tiramos todas as velas, escotas, cabos de amarração, defensas, bóias e tudo o mais que foi possível e armazenamos dentro do barco. Fechamos com tela todas as entradas de ar e vedamos todas as entradas e saídas de água para evitar a entrada de bichos. Deixamos o botinho em cima e com a capa que protege do sol. E, uma coisa que não imaginávamos, mas parece ser a melhor opção pra não mofar tudo, um aparelho de ar arcondicionado, daqueles de janela, instalado numa das gaiutas e funcionando h24.

A limpeza do casco mostrou um processo de corrosão que deve estar sendo causado por algum problema elétrico, com essa descoberta teremos que pesquisar o problema para solucioná-lo e gastar muito mais do que havíamos previsto. Complicado.

Além disso o Pig teve problemas com um pré-molar de leite, que ainda tinha aos 57 anos, e para achar um dentista que confiássemos em Trinidad deu trabalho.  A extração foi feita mas para o implante não queremos ter que voltar a Trinidad depois de 6 meses!

Esse tempo em terra firme, primeiro pra ver o Drigo e cia no Canadá e depois cuidando da casa e do cachorro da minha irmã nos Estados Unidos enquanto eles estão de férias, está sendo essencial para recarregamos as nossas baterias.

Coisas que as pessoas que não vivem no mar nem se dão conta, como água corrente, eletricidade, tv a cabo, internet banda larga, supermercados bem abastecidos, poder dormir sem balançar e sem se preocupar se a amarração está direita, ou a âncora segura, fazem a maior diferença e estávamos precisando de um descanso.

Mas, por incrível que pareça, sentimos falta de estar sempre tendo que fazer alguma coisa, então resolvemos, por exemplo, lavar as janelas da casa…

O tempo voa, semana que vem o Pig fará o implante, depois os Toboreks voltam e ficaremos mais uns dias com eles, mas logo estaremos voltando pra Trinidad, pro Blues e pra nossa rotina de vários desafios diários.

Na verdade, o melhor não são os lugares novos, as pessoas e culturas diferentes, nem quando dá tudo certo. O melhor é conseguirmos vencer as pequenas batalhas diárias, os desafios, com criatividade e, principalmente, espírito de equipe, team work.

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Tobago

Para ter certeza de que chegaríamos a Trinidad na data certa pra subir o barco e com qualquer vento, o Pig achou melhor irmos primeiro pra Tobago, o vento que deveria ser Nordeste, estava de Leste e não tão favorável, e as ondas também não estavam “empurrando” o barco conforme previsto, mas tudo bem, foram só 24h, na vela e no motor quando o vento desaparecia.

Como sempre não passei muito bem apesar do Bonine e o Pig também chegou a marear um pouco, o mais legal foi a recepção de golfinhos de barriga cor de rosa que nos acompanharam por um bom tempo, saltando pra fora d’água, quase chegando a Store Bay, no sudoeste da ilha.

Fundeamos onde achamos que era areia o Pig mergulhou pra checar a âncora, e descansamos, deixando pra ir no customs e imigration no dia seguinte (não é o previsto mas foi o jeito), até pra ter certeza de que o barco estaria seguro.

Conseguimos ir até o porto em Scarabough num táxi desses coletivos, comuns por lá, e demos a nossa entrada no país, aproveitamos pra comprar “data” para o chip da Digicel que já tínhamos.

Voltando pro barco o Pig mergulhou novamente pra checar a âncora, o vento estava forte, e não estávamos muito tranquilos, o fundo não era de areia mas de pedras/coral, bem onde a âncora tinha segurado ele viu 2 frades grandes!

A água não era tão limpa, e com o vento ficava super mexida mas no dia seguinte também mergulhei e lá estavam os 2 frades, se tívessemos levado a máquina eu teria feito bons filminhos do Pig com eles que, curiosos, chegavam bem pertinho.

Realmente a âncora não estava presa, já tínhamos arrastado por um bom trecho, ponderamos muito e resolvemos pegar uma das muitas poitas disponíveis, tentamos descobrir se era permitido, se eram seguras, a quem pagar, ligamos pra uma operadora de mergulho e nos disseram que poderíamos sim pegar qualquer uma delas, que estavam lá pra isso e que não era preciso pagar.

Era muito fundo e com a água não tão clara não dava pra verificar direito, mas o que dava pra ver parecia de boa qualidade, o distorcedor de aço inox, os cabos, tudo em perfeito estado, resolvemos arriscar, não tínhamos como ter certeza mas de qualquer forma era melhor do que a nossa âncora solta…

Assim que nos mudamos os franceses do barco vizinho tb se mudaram pra uma outra, coincidência ou não ficamos mais tranquilos.

Usamos o final de semana chuvoso pra coletar água e reinstalar o ar condicionado da sala, já pensando no calorão de ficar no cais em Trinidad.

Não encontramos nenhum lugar para pegar água, nem com os galões no botinho, não havia também nenhum cais de desembarque, observando os outros barcos, deixamos o botinho num praia menos movimentada em frente às poitas, no dia que tentamos deixar na outra praia (onde havia banheiros e um lugar pra lavar os pés) mais próxima da locadora de carros, as ondas quebravam na praia e nos molhamos todos!

Alugamos o carro só por um dia, a ilha é pequena, 42 km, e à tarde percorremos o litoral leste / norte, nada demais.

Na manhã seguinte vimos o lado sudoeste e aproveitamos o carro pra ir dar saída no customs e imigration, mesmo Trinidad sendo o mesmo país eles exigem, e mandam uma carta lacrada para entregar em Trinidad. Nos deram o maior chá de cadeira na imigração, não tinha ninguém e tivemos que ficar esperando o oficial aparecer, por horas.

Passamos no super, o Pig me deixou na praia calma, devolveu o carro, pegou o bote na praia das ondas, e me pegou na outra, preparamos o barco pra sair cedinho e descansamos pro que seriam umas 5h de boa velejada.

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